Como lidar com o cansaço nos primeiros meses de maternidade

Tempo de leitura: 5 min

Se tem algo que ninguém me contou com sinceridade antes do meu bebê nascer, foi sobre o cansaço avassalador dos primeiros meses de maternidade. Eu já imaginava que dormiria menos, que minha rotina mudaria completamente, mas nada me preparou para a exaustão real que senti nos primeiros dias.

Se você está grávida ou acabou de ter um bebê, já adianto: você vai sentir um cansaço como nunca antes. Mas a boa notícia é que você aprende a lidar com ele. E eu quero compartilhar com você o que funcionou (e o que não funcionou) para mim nessa fase.

1. O choque da primeira semana – O que ninguém me contou

Meu bebê nasceu saudável, e isso era o mais importante. Mas logo na primeira noite na maternidade, percebi que as coisas seriam bem diferentes do que eu imaginava. Ele acordava o tempo todo para mamar, chorava sem motivo aparente, e eu simplesmente não conseguia dormir.

Na minha cabeça, eu pensava: “Mas ele acabou de mamar, por que está chorando de novo?” A verdade é que os recém-nascidos não têm horário, não têm rotina e, principalmente, não se importam com o seu cansaço.

Nos primeiros dias em casa, o cenário foi o mesmo: noites em claro, cochilos interrompidos e um esgotamento físico que me fez questionar como eu conseguiria continuar.

Foi aí que aprendi minha primeira lição: não lute contra o cansaço, aceite-o e adapte-se.

2. O sono picado – Aprendi a dormir em qualquer oportunidade

Antes da maternidade, eu era daquelas pessoas que só dormiam bem se estivesse tudo em silêncio, no escuro e em um ambiente confortável. Depois do nascimento do meu bebê, aprendi a dormir em qualquer canto e a qualquer hora.

O que mais me ajudou nesse período:

  • Dormir quando o bebê dorme: Essa dica parece óbvia, mas eu tinha dificuldade no início. Quando ele dormia, eu queria lavar louça, arrumar a casa ou assistir algo na TV. Erro! Aprendi que o descanso era mais importante do que qualquer outra coisa.
  • Aceitar cochilos curtos: Muitas vezes, eu dormia 15 ou 20 minutos entre uma mamada e outra, e isso já fazia diferença.
  • Dividir turnos com o parceiro: Se você tem alguém que possa te ajudar, combinem um revezamento. No meu caso, meu marido ficava acordado até 2h da manhã, e eu assumia a partir desse horário. Isso ajudava pelo menos um de nós a ter um período maior de descanso.

3. A pressão para dar conta de tudo – O momento em que desisti de ser perfeita

No começo, eu queria ser aquela mãe que cuida do bebê, mantém a casa impecável e ainda se arruma todos os dias. Logo percebi que essa expectativa era irreal e apenas me deixava mais exausta.

Foi libertador quando entendi que:

  • A casa pode esperar. Se tiver louça na pia, roupa para lavar ou o chão sujo, tudo bem. O mais importante é o seu descanso e o bem-estar do bebê.
  • Aceitar ajuda não significa fraqueza. No início, eu queria provar que conseguia fazer tudo sozinha. Mas aceitar o suporte de familiares e amigos fez toda a diferença.
  • O corpo precisa de tempo para se recuperar. Meu corpo ainda estava se adaptando ao pós-parto, e eu precisava respeitar esse processo.

4. Como a alimentação e a hidratação fizeram diferença no meu nível de energia

Uma coisa que notei nos primeiros dias foi que, além do cansaço, eu sentia muita fraqueza. A amamentação exigia muito do meu corpo, e eu percebi que precisava me alimentar melhor.

Algumas mudanças que me ajudaram:

  • Tomar mais água: Durante as mamadas, eu sempre deixava uma garrafa de água por perto. A desidratação pode aumentar a sensação de cansaço.
  • Comer proteínas e carboidratos saudáveis: Percebi que meu corpo pedia energia o tempo todo. Passei a comer mais ovos, castanhas, frutas e refeições ricas em nutrientes.
  • Evitar café em excesso: Sim, o café ajuda a manter os olhos abertos, mas em grandes quantidades pode piorar a ansiedade e atrapalhar o sono quando finalmente surge uma oportunidade de dormir.

5. O impacto emocional do cansaço – O choro inesperado

Uma noite, depois de uma sequência de madrugadas mal dormidas, meu bebê começou a chorar sem parar. Eu já tinha trocado a fralda, amamentado, conferido se ele estava com frio ou calor. Nada adiantava.

Foi nesse momento que, sem perceber, comecei a chorar junto com ele. A exaustão emocional tinha me atingido.

O que me ajudou nesse momento foi lembrar que:

  • Está tudo bem se sentir sobrecarregada. A maternidade é linda, mas também é difícil.
  • Não tenha medo de pedir ajuda. Seja ao parceiro, à família ou até a um profissional, ter uma rede de apoio faz toda a diferença.
  • Você não precisa ser perfeita, só precisa ser suficiente. O bebê não espera que você seja uma mãe impecável, ele só precisa do seu amor e cuidado.

6. Quando o cansaço começa a melhorar?

Nos primeiros três meses, parece que essa exaustão nunca vai acabar. Mas a boa notícia é que melhora!

No meu caso, notei uma diferença quando:

  • Meu bebê começou a dormir períodos um pouco maiores à noite. Mesmo que fossem só 3 ou 4 horas seguidas, já fazia uma diferença enorme.
  • Criei uma pequena rotina. Por volta do segundo mês, comecei a estabelecer horários para o banho, a última mamada da noite e o momento de dormir. Isso ajudou a criar um ritmo melhor para ambos.
  • Aprendi a relaxar mais. No começo, eu ficava alerta o tempo todo, com medo de qualquer barulho ou movimento do bebê. Com o tempo, aprendi a confiar mais no processo.

7. O maior aprendizado: passa mais rápido do que parece

Se eu pudesse voltar no tempo e dizer algo para mim mesma nos primeiros dias de maternidade, seria:

“Você vai ficar bem. Vai ser difícil, mas você vai aprender a lidar com tudo isso. E um dia, vai sentir saudade desses momentos.”

Hoje, quando vejo meu bebê crescendo, percebo que aqueles dias de exaustão foram também os dias em que criamos nosso vínculo mais forte.

Então, se você está passando por isso agora, respire fundo. Priorize o que realmente importa, aceite ajuda, cuide de você. O cansaço é real, mas o amor que você sente pelo seu bebê é ainda maior.

E lembre-se: você está fazendo um ótimo trabalho! 💛

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