Como saber se você precisa de vitaminas?

Tempo de leitura: 14 min

Você já sentiu cansaço, falta de disposição, unhas fracas ou queda de cabelo e pensou que poderia estar precisando de vitaminas?

Essa é uma dúvida bastante comum.

Com a correria do dia a dia, muitas pessoas acabam procurando um suplemento para melhorar a alimentação, aumentar a disposição ou compensar possíveis deficiências nutricionais.

O problema é que nem todo cansaço significa falta de vitamina.

Alguns sintomas podem estar relacionados à alimentação, ao sono, ao estresse, à rotina ou até mesmo a problemas de saúde que precisam ser investigados.

Por isso, antes de comprar qualquer suplemento, é importante entender como identificar uma possível deficiência e quando realmente pode ser necessário tomar vitaminas.

Neste artigo, você vai descobrir quais sinais merecem atenção, quais exames podem ajudar e como melhorar a alimentação antes de recorrer aos suplementos.

O que são vitaminas?

As vitaminas são substâncias que o organismo precisa em pequenas quantidades para realizar diversas funções.

Elas participam do funcionamento do sistema imunológico, produção de energia, formação das células, saúde dos ossos, pele, olhos, sangue e sistema nervoso.

Cada vitamina possui funções diferentes.

Por isso, não existe uma única vitamina capaz de resolver todos os problemas do organismo.

A vitamina C, por exemplo, participa do funcionamento do sistema imunológico e da formação de colágeno.

Já algumas vitaminas do complexo B estão relacionadas ao metabolismo energético e ao funcionamento do sistema nervoso.

A vitamina D possui importante papel no metabolismo do cálcio e na saúde óssea.

Como saber se você realmente precisa de vitaminas?

A maneira mais segura de descobrir uma deficiência de vitaminas ou minerais é fazer uma avaliação individual.

Um médico ou nutricionista pode analisar sua alimentação, rotina, sintomas, histórico e, quando necessário, solicitar exames laboratoriais.

Isso é importante porque os sintomas de diferentes deficiências podem ser parecidos.

Por exemplo, o cansaço pode aparecer em situações muito diferentes.

Pode estar relacionado a noites mal dormidas, alimentação inadequada, estresse, anemia, alterações hormonais ou outras condições.

Por isso, tomar um multivitamínico sem saber o que está acontecendo pode não resolver o problema.

1. Observe como está sua alimentação

A alimentação é um dos primeiros pontos que devem ser analisados.

Uma pessoa que consome diariamente frutas, verduras, legumes, feijão, ovos, carnes, peixes, leite ou derivados e outros alimentos variados tende a ter uma alimentação nutricionalmente mais completa.

Por outro lado, uma dieta muito restritiva pode aumentar o risco de inadequação de alguns nutrientes.

Isso não significa que toda pessoa que faz dieta precise tomar vitaminas.

Significa apenas que quanto mais limitada for a alimentação, maior pode ser a necessidade de avaliar se todos os nutrientes estão sendo consumidos adequadamente.

Faça algumas perguntas

Pense na sua alimentação durante uma semana normal.

Você costuma comer frutas?

Consome verduras e legumes?

Come fontes de proteína?

Inclui feijão ou outras leguminosas?

Consome alimentos variados ou repete sempre as mesmas refeições?

Essas perguntas podem ajudar a perceber se sua alimentação está diversificada.

2. Cansaço pode ser sinal de deficiência?

Pode, mas não necessariamente.

O cansaço é um dos sintomas mais associados à falta de vitaminas.

Porém, ele também pode ter muitas outras causas.

Uma pessoa que dorme poucas horas, trabalha muito, passa por períodos de estresse ou não se alimenta adequadamente pode sentir falta de energia mesmo sem apresentar deficiência de vitaminas.

Algumas deficiências nutricionais também podem provocar cansaço.

É o caso, por exemplo, da deficiência de ferro, vitamina B12 e folato, dependendo da situação.

Por isso, quando o cansaço é frequente ou intenso, vale investigar a causa em vez de simplesmente começar a tomar um suplemento.

3. Queda de cabelo significa falta de vitamina?

Nem sempre.

A queda de cabelo pode estar relacionada a diversos fatores.

Alterações hormonais, estresse, mudanças na alimentação, perda de peso, doenças, genética e deficiências nutricionais podem estar envolvidos.

Ferro, zinco, proteínas e algumas vitaminas possuem relação com a saúde dos cabelos.

Porém, isso não significa que tomar um suplemento para cabelo automaticamente fará os fios crescerem.

Se a queda for intensa ou persistente, o ideal é procurar avaliação profissional.

Dependendo da situação, podem ser solicitados exames para investigar possíveis causas.

4. Unhas fracas podem indicar deficiência?

Unhas quebradiças também podem ter várias causas.

Hábitos como contato frequente com água e produtos químicos, traumas e alterações nas próprias unhas podem contribuir para o problema.

Em alguns casos, deficiências nutricionais também podem estar envolvidas.

Por isso, se suas unhas ficaram muito fracas de repente, é interessante observar se existem outros sintomas associados.

Não é necessário sair comprando vários suplementos.

Uma avaliação adequada pode indicar se realmente existe alguma deficiência.

5. Feridas na boca e alimentação

Alterações na boca também podem estar relacionadas a deficiências nutricionais em algumas situações.

Vitaminas do complexo B, ferro e outros nutrientes participam de processos importantes para o organismo.

Mas aftas, feridas e irritações também podem ter outras causas.

Se o problema for frequente, persistente ou muito incômodo, procure orientação profissional.

O importante é não tentar identificar sozinho uma deficiência apenas pela presença de um sintoma.

6. Quem tem maior risco de deficiência?

Algumas pessoas podem apresentar maior risco de inadequação de determinados nutrientes.

Isso pode acontecer por diferentes motivos.

Pessoas que seguem dietas muito restritivas podem ter dificuldade para obter determinados nutrientes.

Quem possui algumas condições que prejudicam a absorção dos nutrientes também pode precisar de acompanhamento específico.

Idosos, gestantes, crianças e pessoas com determinadas condições de saúde possuem necessidades nutricionais particulares.

Vegetarianos e veganos também precisam prestar atenção especial à vitamina B12, pois ela é encontrada naturalmente principalmente em alimentos de origem animal.

Nessas situações, a suplementação pode ser recomendada por um profissional.

Vitamina B12: quando merece atenção?

A vitamina B12 participa da formação das células sanguíneas e do funcionamento do sistema nervoso.

Ela é encontrada naturalmente principalmente em alimentos de origem animal.

Por isso, pessoas que não consomem alimentos de origem animal precisam ter atenção especial a esse nutriente.

A deficiência de B12 pode causar alterações como anemia e sintomas neurológicos.

Entretanto, sintomas isolados não são suficientes para confirmar deficiência.

Existem suplementos de vitamina B12 em diferentes apresentações, como comprimidos, cápsulas e gotas.

A escolha e a dose dependem da situação individual.

Vitamina D: todo mundo precisa suplementar?

Não necessariamente.

A vitamina D é importante para o metabolismo do cálcio e para a saúde óssea, entre outras funções.

A exposição solar contribui para sua produção no organismo, mas diversos fatores influenciam essa produção.

Idade, cor da pele, localização geográfica, estação do ano, roupas, uso de protetor solar e tempo de exposição são alguns exemplos.

Por isso, algumas pessoas podem apresentar níveis inadequados.

Em determinadas situações, o profissional de saúde pode solicitar um exame de sangue para avaliar a vitamina D.

Existem suplementos de vitamina D em cápsulas, comprimidos e gotas, mas a dose deve ser adequada à necessidade da pessoa.

Mais vitamina não significa necessariamente mais saúde.

E a vitamina C?

A vitamina C está presente em diversos alimentos, principalmente frutas e vegetais.

Laranja, acerola, kiwi, morango, goiaba, limão, pimentão e outras frutas e verduras podem contribuir para o consumo desse nutriente.

Ela participa da formação de colágeno e auxilia o funcionamento do sistema imunológico.

Por ser relativamente fácil encontrar vitamina C na alimentação, muitas pessoas não precisam de suplementação.

Mesmo assim, suplementos de vitamina C são bastante populares.

Se você estiver pesquisando esse tipo de produto, pode encontrar comprimidos, cápsulas, versões efervescentes e até combinações com zinco.

O ideal é verificar a composição e evitar doses exageradas sem orientação.

Multivitamínico: vale a pena?

Os multivitamínicos reúnem diferentes vitaminas e, em alguns casos, minerais em uma única fórmula.

Eles podem ser úteis para determinadas pessoas, mas não são obrigatórios para todo mundo.

Um multivitamínico não substitui uma alimentação equilibrada.

Além disso, existem produtos com composições muito diferentes.

Alguns possuem quantidades próximas às necessidades diárias, enquanto outros apresentam doses muito maiores.

Por isso, não escolha simplesmente pelo número de vitaminas presentes na embalagem.

Leia a tabela nutricional e observe as quantidades de cada nutriente.

Cuidado com o excesso de vitaminas

Existe uma ideia de que vitaminas sempre fazem bem e que quanto mais, melhor.

Isso não é verdade.

Algumas vitaminas são armazenadas no organismo e podem atingir níveis excessivos quando consumidas em grandes quantidades.

As vitaminas A, D, E e K, por exemplo, são lipossolúveis.

Isso significa que o organismo consegue armazená-las.

Doses elevadas sem indicação podem causar problemas.

Por isso, suplementos devem ser utilizados com responsabilidade.

Vitaminas para aumentar a energia funcionam?

Essa é uma promessa muito comum em suplementos.

Mas é preciso separar as coisas.

Algumas vitaminas participam de processos relacionados ao metabolismo energético.

Isso não significa que tomar uma dose elevada de determinada vitamina vai transformar uma pessoa cansada em alguém cheio de energia.

Se existe uma deficiência, corrigir essa deficiência pode ajudar a melhorar sintomas relacionados a ela.

Mas, quando os níveis já estão adequados, consumir quantidades maiores não significa necessariamente ter mais disposição.

Sono, alimentação, hidratação, atividade física e saúde geral também influenciam muito os níveis de energia.

Ferro é vitamina?

Não.

O ferro é um mineral.

Essa diferença é importante porque muitas pessoas procuram “vitaminas para anemia” sem saber exatamente qual nutriente está faltando.

A anemia pode ter diferentes causas.

A deficiência de ferro é uma delas, mas não é a única.

Tomar ferro sem necessidade também pode ser prejudicial.

Por isso, se houver suspeita de anemia, é importante fazer uma avaliação e exames indicados pelo profissional de saúde.

Suplementos de ferro existem em comprimidos, cápsulas e gotas, mas não devem ser utilizados indiscriminadamente.

Zinco também merece atenção

O zinco é outro mineral importante para o organismo.

Ele participa do funcionamento do sistema imunológico, cicatrização e diversas reações metabólicas.

Carnes, frutos do mar, leite e derivados, ovos, castanhas e leguminosas podem fornecer zinco.

Assim como acontece com outros nutrientes, a suplementação depende da necessidade individual.

Existem suplementos de zinco isolados e também produtos que combinam zinco com vitamina C ou outras vitaminas.

Antes de escolher, observe a quantidade presente por porção.

Como melhorar a alimentação antes de comprar suplementos?

Uma das maneiras mais simples de aumentar o consumo de vitaminas é diversificar o prato.

Tente incluir diferentes cores nas refeições.

Por exemplo:

Arroz e feijão podem fornecer energia, proteínas e diversos micronutrientes.

Uma porção de verduras acrescenta fibras, vitaminas e minerais.

Legumes coloridos ajudam a aumentar a variedade de nutrientes.

Uma fruta pode complementar a refeição ou servir como lanche.

Ovos, carnes, peixes ou outras fontes de proteína ajudam a completar a alimentação.

Não precisa ser complicado.

O segredo é variedade.

Um exemplo de alimentação variada

No café da manhã, você pode consumir uma fruta, ovos e uma fonte de carboidrato, como aveia ou pão.

No almoço, arroz, feijão, carne ou peixe, salada e legumes formam uma combinação bastante completa.

No lanche da tarde, uma fruta com iogurte pode ser uma opção simples.

No jantar, é possível repetir uma estrutura semelhante ao almoço ou preparar uma refeição diferente, mas equilibrada.

Esse é apenas um exemplo.

As quantidades precisam ser adaptadas às necessidades de cada pessoa.

Quais exames podem ajudar?

Não existe um único exame capaz de dizer se uma pessoa precisa de todas as vitaminas.

Dependendo dos sintomas e da avaliação profissional, podem ser solicitados diferentes exames.

Hemograma, ferritina, vitamina B12, folato, vitamina D e outros exames podem ser considerados em determinadas situações.

A escolha depende do histórico e dos sintomas apresentados.

Por isso, não é necessário fazer dezenas de exames sem indicação.

O profissional deve avaliar quais realmente fazem sentido.

Não tome vitaminas apenas porque alguém recomendou

É comum ouvir frases como:

“Você está cansada? Tome vitamina B12.”

“Está com queda de cabelo? Tome biotina.”

“Está pegando muita gripe? Tome vitamina C.”

Essas recomendações parecem simples, mas podem esconder um problema.

O mesmo sintoma pode ter diferentes causas.

A melhor estratégia é descobrir o motivo antes de tentar corrigir.

Biotina ajuda o cabelo?

A biotina é uma vitamina do complexo B e participa de diferentes processos metabólicos.

Ela ficou muito popular por causa dos suplementos destinados a cabelo e unhas.

Porém, a suplementação costuma ser mais relevante quando existe deficiência ou uma necessidade específica.

Não significa que todas as pessoas com queda de cabelo precisam tomar biotina.

Além disso, doses elevadas de biotina podem interferir em alguns exames laboratoriais.

Por isso, informe ao profissional de saúde se estiver utilizando esse tipo de suplemento.

Como escolher um suplemento de vitaminas?

Se houver indicação para suplementar, alguns cuidados podem ajudar.

Primeiro, verifique quais nutrientes estão presentes.

Depois, observe a quantidade de cada um.

Veja também a porção indicada no rótulo.

Compare produtos semelhantes e prefira fabricantes confiáveis.

Não escolha somente pela embalagem mais bonita ou pela maior quantidade de vitaminas.

Uma fórmula com dezenas de nutrientes não é automaticamente melhor.

Em alguns casos, um suplemento específico pode ser mais adequado do que um multivitamínico.

Produtos que podem fazer parte da rotina

Existem diversos produtos relacionados à suplementação nutricional que podem ser encontrados em farmácias e lojas especializadas.

Entre eles estão:

  • Multivitamínicos para adultos
  • Vitamina D
  • Vitamina B12
  • Vitamina C
  • Zinco
  • Ferro
  • Complexo B
  • Suplementos de magnésio
  • Ômega 3

Cada um possui uma finalidade diferente.

Por isso, é importante não comprar vários produtos ao mesmo tempo sem saber se existe necessidade.

Quando a suplementação é indicada, muitas vezes menos pode ser mais.

Uma dica importante para quem compra pela internet

Ao pesquisar suplementos online, observe cuidadosamente as informações do produto.

Confira o fabricante, composição, quantidade por porção, validade e recomendações de uso.

Também vale verificar se o produto possui informações claras sobre sua origem e registro ou regularização quando aplicável.

Desconfie de produtos que prometem resultados rápidos e milagrosos.

Frases como “cura todas as deficiências”, “aumenta a imunidade imediatamente” ou “substitui uma alimentação saudável” são sinais para ter cuidado.

Afinal, como saber se você precisa de vitaminas?

A melhor resposta é: não tente descobrir apenas pelos sintomas.

Observe sua alimentação, sua rotina e seu estado geral de saúde.

Se houver sintomas persistentes, alterações na alimentação, dietas restritivas ou alguma condição que aumente o risco de deficiência, procure orientação profissional.

Quando necessário, exames laboratoriais podem ajudar a identificar quais nutrientes realmente estão inadequados.

A partir daí, o profissional pode recomendar mudanças na alimentação ou suplementação.

Conclusão

Vitaminas são fundamentais para o funcionamento do organismo, mas isso não significa que todo mundo precise tomar suplementos.

Uma alimentação variada é a principal maneira de fornecer muitos desses nutrientes.

Frutas, verduras, legumes, feijão, cereais, ovos, carnes, peixes, leite e derivados podem contribuir para uma alimentação nutricionalmente adequada.

Suplementos podem ser úteis quando existe uma necessidade específica, deficiência confirmada ou dificuldade de atingir determinadas necessidades pela alimentação.

O mais importante é não transformar qualquer sintoma em diagnóstico.

Cansaço, queda de cabelo, unhas fracas, falta de disposição e outros sinais podem ter diversas causas.

Se você suspeita que esteja com alguma deficiência, procure um profissional de saúde e faça uma avaliação adequada.

Dessa forma, você evita gastar dinheiro com produtos desnecessários e, principalmente, evita consumir doses inadequadas de determinados nutrientes.

Cuidar da alimentação continua sendo uma das formas mais importantes de cuidar da saúde.

E quando um suplemento realmente for necessário, ele deve entrar como complemento de uma rotina saudável, e não como substituto de bons hábitos.

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